Depois desta pandemia de coronavírus, as nossas vidas e a forma como nos relacionamos em sociedade não voltarão a ser as mesmas. A nossa ideia de férias terá variações e limitações em comparação com o que era antes. O verão traz consigo o aumento da época de férias e do turismo. Os métodos de transporte adaptar-se-ão a esta nova normalidade, mas também o farão os hotéis onde ficamos, com medidas como as fechaduras eletrónicas, distanciamento e géis hidroalcoólicos.
Associações por trás da reabertura.
Várias organizações estão a trabalhar nas novas medidas, tais como a Associação Hoteleira de Espanha, o Instituto para a Qualidade Turística Espanhola, e a Associação Espanhola de Prevenção de Riscos Profissionais, além de vários sindicatos e cadeias hoteleiras.
Todos contribuem para estabelecer da melhor forma possível um plano para uma reabertura correta. Foram tidas em conta as diferentes situações e características de cada estabelecimento hoteleiro para que se adaptem da melhor forma possível.
A partir da fase 1 do desconfinamento, desde 11 de maio, muitos hotéis já puderam abrir as suas portas. A seguir, contaremos como será a nova experiência hoteleira a partir de agora.
Receção no hotel
O que há apenas alguns meses era o primeiro contacto com o hotel, com rececionistas e pessoas a entrar e sair, agora terá um aspeto diferente. A forma de controlar o acesso e a saída do hotel será alterada.
O sistema On Portal da Onity utiliza a combinação de software e hardware para gerir este processo, permitindo controlar o check-in e check-out inclusive a partir de um dispositivo móvel, o que evita o contacto entre rececionista e hóspede.
Também os telemóveis poderão ser usados como chaves eletrónicas em combinação com as fechaduras eletrónicas RFID, como o sistema DirectKey da Onity, uma solução bastante eficaz para que cada utilizador não tenha de utilizar chaves ou cartões que costumam passar de mão em mão de muitas pessoas.
Se possível, poderiam ser usados termómetros corporais sem contacto como um passo adiante para garantir a segurança de todos. A norma mais racional e que tem sido referida em todas as propostas é a extrema limpeza e higienização do hotel, das zonas de contacto, mesas, portas, secretárias, inclusive esferográficas e tudo o que for necessário.
As máscaras terão de ser usadas em todos os momentos, e recomenda-se o uso de luvas descartáveis, mais se for necessária ajuda com a bagagem e malas, além de haver toalhetes desinfetantes.
Áreas comuns
Nas áreas comuns, onde antes poderíamos encontrar muitas pessoas reunidas por qualquer motivo, como um elevador, corredores, ou o restaurante, também serão controladas, sobretudo a sua capacidade.
Medidas de higiene
- Estarão à disposição dos utilizadores dispensadores de géis hidroalcoólicos, sobretudo nos corredores, uma medida de proteção adicional para as zonas que costumam ser mais movimentadas.
- Toalhetes desinfetantes para limpar pegas, puxadores, maçanetas.
- Luvas e máscaras, que farão parte do nosso dia a dia.
- Eliminação de toalhas. Um possível foco de infeção.
- Limpeza periódica dos dispensadores de sabão, gel e papel, mas também de botões, maçanetas, telefones, interruptores e tudo o que os clientes interagem.
Elevadores
A capacidade dos elevadores estará limitada ao uso individual. Pode ser usado em companhia da unidade familiar. Os botões e painéis do elevador serão desinfetados, embora o seu uso recomendado seja sempre com luvas.
Restaurantes e bufetes
De acordo com a fase de desconfinamento em que se encontrem, a capacidade variará entre 30% nas esplanadas e 50% no interior. Será respeitada a distância de segurança entre as mesas e não serão partilhados elementos de uso comum como molheiras, azeiteiras ou vinagreiras.
Os bufetes como eram antes desaparecerão. As refeições serão servidas em monodoses, e será evitado o contacto entre empregados e clientes. Um problema que poderá surgir a partir daqui será o aumento de resíduos plásticos, se a situação se prolongar. Aqui, teriam cabimento soluções sustentáveis, alternativas ecológicas para hotéis com as quais resolver este problema a longo prazo.
O itinerário destes serviços será adaptado para poder evitar aglomerações que possam dar origem a contágios. Não será possível aceder livremente, mas sim com marcação prévia. Nos hotéis, o pequeno-almoço será levado até ao quarto deixando-o à porta para realizar uma entrega sem contacto.
Ginásio
Os ginásios também terão controlo de acesso com marcação prévia e horários de utilização para os utilizadores. A capacidade também será reduzida para garantir uma distância mínima e as máquinas serão desinfetadas após o uso.
Piscinas
Tal como afirma Álvaro Carrillo, diretor do Instituto Técnico Hoteleiro, as piscinas podem ser utilizadas, uma vez que o seu PH se torna desinfetante quando tratadas corretamente com cloro. A medida mais eficaz seria o controlo da capacidade e horários. Embora em Espanha não seja até à fase 3 que se possam utilizar.
Quartos e Serviço de quartos.
O pessoal do hotel deverá seguir uma série de normas para garantir a segurança e higiene de todos. O uso de máscaras será obrigatório para o pessoal. Nos quartos, a troca de lençóis, cobertores e almofadas será feita por outros devidamente selados e lacrados; e o serviço de quarto, como o pequeno-almoço, terá de ser sem contacto.
Para a limpeza, serão estabelecidos novos protocolos, onde os têxteis devem ser lavados a mais de 60ºC. Serão desinfetados todos os elementos essenciais que o hotel considerar, e poderá optar ou não por ter caixotes de lixo com pedal nos quartos.
A decoração tentará ser o mais minimalista possível: todos os elementos não essenciais deixarão de estar no quarto, já que costumam ser usados por várias pessoas. Aqueles que permanecerem deverão ter uma correta desinfeção.
Nova experiência hoteleira
Este tipo de normas já estão a ser implementadas em vários hotéis em diferentes países europeus. Não se trata de uma exclusividade local ou temporal, nem muito menos de um percalço no caminho, mas sim de uma bifurcação no nosso comportamento social. Trata-se de uma "nova normalidade", uma nova experiência e forma de nos relacionarmos que, neste caso, vemos refletida na hotelaria e no turismo.



